Ainda Cinquenta e Cinco e tanta coisa já dita, outras tantas já faladas, sentidas....este números não dizem nada, nem sabem falar...aqui se diz o que me apetece, aquilo que quero, o que não digo a mais ninguém. Quem me segue sabe que sou eu, e quem apenas me lê, saberá? Saberá que vivo todos os dias na imensidão do sol, apanhando aqui e acolá o calor que não lhe importa dispensar-me? Saberá que me corre nas veias a energia do chá que bebo durante a noite, quando o calor se vai em embora e me deixa na penumbra e no frio que me provoca? Saberá que nos instantes imediatos ao soluço que choro em segredo desejo que volte, essa mão que me segura a alma de todas as vezes que não tenho forças para o fazer sozinha? Saberão os desígnios, que por mais que pareça lutar esta angústia não desaparece, não se transforma em nada...aquele nada que estou cansada de sentir? Sentirá, assim como eu, a brisa de todas as entrelinhas que devassam os meus pensamentos como quando não sabia o que era? Mas agora que sei, que sinto e vivo assim, sabendo que existe, porque não vem até mim para me aconchegar todas as vezes que me deito, todas as vezes em que solto o riso sincero de quem vive intensamente cada momento que por mim passa? Não sabe, claro que não, como poderia...
E passam os segundos num relógio que há muito deixou de girar, passam os minutos e as horas infinitas em que espero sempre sorrindo que o vento mude de direcção e me toque com um sopro, com a acalmia com que remexe os meus cabelos e os faz ondular desinteressadamente...passam as horas que gostaria serem eternas, ou talvez não, porque na mão cheia de nada que todos os dias trago não encontro lugar para as ocupar, apenas no vazio balanço a melodia que o meu coração toca quando pulsa dentro do meu peito...
E esta espera infame consome o meu sorriso, leva a minha alma a vaguear por entre os momentos que relembro...não há sorte assim, nem azar disfarçado para todo o sempre. Somo todas as letras que conheço e divido pela palavras que aprendi, invento mil combinações na esperança de encontrar a que sei que vou reconhecer como minha....
E passam os segundos num relógio que há muito deixou de girar, passam os minutos e as horas infinitas em que espero sempre sorrindo que o vento mude de direcção e me toque com um sopro, com a acalmia com que remexe os meus cabelos e os faz ondular desinteressadamente...passam as horas que gostaria serem eternas, ou talvez não, porque na mão cheia de nada que todos os dias trago não encontro lugar para as ocupar, apenas no vazio balanço a melodia que o meu coração toca quando pulsa dentro do meu peito...
E esta espera infame consome o meu sorriso, leva a minha alma a vaguear por entre os momentos que relembro...não há sorte assim, nem azar disfarçado para todo o sempre. Somo todas as letras que conheço e divido pela palavras que aprendi, invento mil combinações na esperança de encontrar a que sei que vou reconhecer como minha....