Fazes-me falta… assim, simplesmente sem mais coisa alguma, apenas falta de ti, das tuas mãos, do teu cheiro, da tua voz a interpelar-me a cada segundo, da tua certeza absoluta das coisas.
Gosto do brilho dos teus olhos quando me olhas fixamente e me deixas completamente despida de argumentos, gosto de ouvir as tuas palavras e saboreá-las qual sumo açucarado de romã, gosto de sentir o rasgar da tua boca quando tocas a minha e me fazes pensar que se o mundo acabasse agora eu estaria feliz. Gosto tanto de ti! Gosto tanto de ti que por vezes só de pensá-lo fico com a nostalgia de querer que nunca acabe, que, apesar da não eternidade deste mundo, eu queria uma eternidade só para mim, só para nós, onde nos continuássemos a olhar e a tocar com toda a vontade com que sempre o fazemos. E guardo em mim o teu riso, a tua expressão de prazer, a melodia da tua voz para que não esqueça nunca o que significas para mim; e se um dia me pedirem que descreva como é, não saberei simplesmente fazê-lo, porque ainda não inventaram as letras, que todas juntas, o possam explicar.