terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um

Nem sempre os ventos correm de forma a poderem ajudar o barco que navega livre no mar a bom porto chegar. Os raios de sol que doiram os cabelos de quem passa aquece a alma e coração das palavras que por bocas anónimas saem.

A tarefa mais complexa é descomplexadamente penetrar num mundo inantingível e inaudível até datas desconhecidas. O óbvio nem sempre é o melhor, o mais interessante, porque por vezes o rebuscado se compadece mais com as necessidades prementes do ser humano. Nem sempre as mentes estão despertas para o sopro da novidade dos sons da natureza. Em última análise, concreta e abstracta, todos buscamos a paz interior, baseada no que conhecemos e no que não conhecemos. Buscamos algum sentido no que dizem as cartas que nos ficam na caixa do correio, nos panfletos que encontramos nos vidros, sujos e baços, da frente de carros largados ao acaso pelos passeios da cidade que sempre testemunha os passos que damos.

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