Escutamos as palavras sem nada que as possam explicar. Os sons que pouco a pouco penetram na nossa alma, desenham com raiados de luz, sentimentos incontornáveis que simplesmente não conseguimos definir. Foi assim que te conheci. Num entardecer, perdido entre a luz solar que ia desaparecendo atrás das nuvens, entre o raiar de uma lua que chegou prematura. Não havia expectativas, havia apenas um sinal que resolvi não querer interpretar. Segui apenas a emoção que se assemelhava com a vontade inequívoca que conhecer a face atrás da voz que me fazia perder os sentidos de cada vez que susurrava aos meus ouvidos. Nunca nada é igual a si mesmo na perturbação dos sonhos, na perturbação daquilo que se espera, daquilo que não se imagina ou que tão simplesmente se pensou que fosse. Surpresas atípicas, rápidas. Químicas inexplicávieis que me seguem incontornavalmente sempre que tento estabelecer algo de mais objectivo.
Sou rapidamente atordada nos meus sentidos pelas sensações mais escassas, mais fortes, mais basicamente carnais, e aceito sem contestação algo que sempre me deixou apreensiva. Não há explicações lógicas para o que sentimos nem para o que vemos quando simplesmente algo nos turva o olhar, mas entementes, emitimos gemidos de dissabores, daqueles que não conseguimos controlar, que nos sugam a energia e nos carregam a mente com dúvidas tão existênciais que até podemos duvidar da verdade dos factos.
Tudo nos parece um tanto ou quanto inócuo, fugaz, rápido, mas também nos parece profundo, assim, do nada, sem mais nem porquê, do que não sabemos quando menos esperamos...depois de caminhadas longas e esquecidas as dores das curvas do caminho que continuamos a percorrer com toda a vida que carregamos dentro de nós.
Não é idade que nos transforma, são as vivências, não são as vivências que nos delimitam, são as sensações que acabamos por sentir...mais cedo, mais tarde, pela razão ou pela emoção, damos passos complexos sem aparente nexo, sem regra básica de escrita, de redacção. São sofríveis, pomos sempre a razão à frente do coração, na tentativa vã de nos protergermos e quando de repente os acontecimentos se perdem do racional nos atropelam a alma, ou tão simplesmente pelo que zelamos, perdemos o rumo ou achamos que tudo tem que ter um propósito. E este propósito carrega-nos a alma quando percebemos que mais uma tarefa se nos apresenta pela frente, com muito ou pouco tempo, não interessa! Isso cansa-nos o físico cansa-nos a alma, ivade-nos no refúgio onde nos gostaríamos de estar protegidos, naquele onde nos reservamos por vezes do resto do mundo mas que nestas alturas simplesmente de nada nos é capaz de salvar.
E as vozes que ouvimos dentro de nós, os anjos e demónios que nos desafiam qual força da gravidade, moldam as nossas acções...lembram-nos a nossa infância quando tínhamos que escolher a brincadeira seguinte...aqui passas-se o mesmo, só temos que escolher qual o caminho a seguir, e isso, na facilidade que tem, determina claramente os passos em vão que podemos dar ou os contrutivos que podemos simplesmente nunca vir a caminhar.
E os sonhos fazem-se disso, fazem-se das coisas inacabadas que um dia tentámos, fazem-se daquilo que nunca efectivámos, por medo, por preconceito ou simplesmente porque a oportunidade fugiu...e assim, num ápice temos novamente o mundo nas mãos sem saber o que fazer dele...
Sou rapidamente atordada nos meus sentidos pelas sensações mais escassas, mais fortes, mais basicamente carnais, e aceito sem contestação algo que sempre me deixou apreensiva. Não há explicações lógicas para o que sentimos nem para o que vemos quando simplesmente algo nos turva o olhar, mas entementes, emitimos gemidos de dissabores, daqueles que não conseguimos controlar, que nos sugam a energia e nos carregam a mente com dúvidas tão existênciais que até podemos duvidar da verdade dos factos.
Tudo nos parece um tanto ou quanto inócuo, fugaz, rápido, mas também nos parece profundo, assim, do nada, sem mais nem porquê, do que não sabemos quando menos esperamos...depois de caminhadas longas e esquecidas as dores das curvas do caminho que continuamos a percorrer com toda a vida que carregamos dentro de nós.
Não é idade que nos transforma, são as vivências, não são as vivências que nos delimitam, são as sensações que acabamos por sentir...mais cedo, mais tarde, pela razão ou pela emoção, damos passos complexos sem aparente nexo, sem regra básica de escrita, de redacção. São sofríveis, pomos sempre a razão à frente do coração, na tentativa vã de nos protergermos e quando de repente os acontecimentos se perdem do racional nos atropelam a alma, ou tão simplesmente pelo que zelamos, perdemos o rumo ou achamos que tudo tem que ter um propósito. E este propósito carrega-nos a alma quando percebemos que mais uma tarefa se nos apresenta pela frente, com muito ou pouco tempo, não interessa! Isso cansa-nos o físico cansa-nos a alma, ivade-nos no refúgio onde nos gostaríamos de estar protegidos, naquele onde nos reservamos por vezes do resto do mundo mas que nestas alturas simplesmente de nada nos é capaz de salvar.
E as vozes que ouvimos dentro de nós, os anjos e demónios que nos desafiam qual força da gravidade, moldam as nossas acções...lembram-nos a nossa infância quando tínhamos que escolher a brincadeira seguinte...aqui passas-se o mesmo, só temos que escolher qual o caminho a seguir, e isso, na facilidade que tem, determina claramente os passos em vão que podemos dar ou os contrutivos que podemos simplesmente nunca vir a caminhar.
E os sonhos fazem-se disso, fazem-se das coisas inacabadas que um dia tentámos, fazem-se daquilo que nunca efectivámos, por medo, por preconceito ou simplesmente porque a oportunidade fugiu...e assim, num ápice temos novamente o mundo nas mãos sem saber o que fazer dele...