quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cinquenta e Nove

Passou depressa o tempo...cresceu a vontade de te abraçar, de te tocar com a alma mas também com o corpo. Do fundo da rua vê-se o sorriso que esboço quando te olho com atenção, quando te toco com o olhar que lentamente penetra em ti e que mostra tudo o que me fazes sentir de cada vez que te chegas a mim. Há coisas que não consigo explicar, não obstante o meu pragmatismo, que idealmente julgo conseguir alimentar de todas as vezes que me deparo com a surpresa de algo de que não estava à espera. E as ondas de calor que fazem a roupa colar-se ao meu corpo juntam-se com as folhas secas que evoaçam pelo ar sempre que a brisa da tarde me trás o teu cheiro, o teu riso...

A velocidade não pode simplesmente ser medida em palavras, em afirmações simples, daquelas que nos atordoam os sentidos...pagamos com a língua mais cedo ou mais tarde. Paguei com prazer este preço, com todo o prazer que não posso justificar, porque há coisas que não se justificam. Não são as palavras que nos alimentam o coração nem a alma... Eu, alimento-me de gestos, do toque da tua mão, da tua pele colada à minha, do teu riso colado ao meu, do som da tua voz quando diz que gosta de mim...e daqui até às nuvens é um instante.

Na verdade é tudo tão efémero, tão rápido, tudo se torna passado com tanta rapidez que mais vale agir do que ficar à espera que algo aconteça, ou tão simplesmente ficar a tecer todas e mais algumas considerações sobre o que é e o que não é.
Somos aquilo que somos e mais nada. Vivemos e devemos sempre viver de acordo com o que sentimos, tendo a coragem para enfrentá-lo e assumindo as consequências das atitudes que tomamos. temos que simplesmente aproveitar a vida e todos os momentos que ela nos dá e ser felizes, porque de outra forma nada fez sentido.

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