segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Trinta e Cinco

Vivo nas sombras, naquelas que o meu corpo provoca, mas também nas que a minha tristeza permite. Deambulo pelos dias que passam, nos que estão para vir e dos quais já nada sobra. Escolho as palavras que digo, as que escrevo e por vezes até as que sinto, porque não é fácil sentir nada...sentir vazio, um nada assustador, que nos consome todos os outros sentimentos. Porque nada é vazio, e eu não sei sentir-me vazia. Nunca me tinha sentido assim, vazia, longe do que me fazia feliz, do que me atormentava, do que me indispunha, do que me tornava fraca e também forte, ao mesmo tempo que me ia transformando.

Nunca falo deste nada, desta solidão que parece crónica, desta insensatez vulgar de sonhar com o que não conheço...e espero, continuo e teimo em esperar por aquilo que me há-de preencher este vazio de que falo. A liberdade é tão vaga, tão insana por vezes, que quando a temos por tempo demasiado, vamos tentando livar-nos dela, aos poucos, como quem espera por uma vida nova, cheia, com planos, com metas, com algo que faça sentido.

Não se deita fora nunca algo que nos faz feliz, mas também não se aceita nunca de volta o que nos entristece e nos faz infeliz...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Trinta e Quatro

We also care about The Dream, or shall I say, the dreams? Always concerned about how tomorrow is going to be, how today was, nevertheless, we always want to know how things will be in the future and it doesn't need to be a very far away future, it can be the future of next month, of next year... We make plans, daily plans, weekly plans, but most of the times nothing seems to work, nothing seems to became true. And we keep on trying, every day trying to reach our goals, to proceed as we believe we have to proceed and sometimes, it's just so difficult to accept how things don't work, how delayed our dreams are , our hopes, our lifetime, the lifetime that will take us to the clouds and make us feels as a master of the world, our world, the one that we keep on building every waking our, every waking day....

And I'll be this Master, I'll be it...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Trinta e Três

Há várias formas de sermos felizes, talvez tantas quantos os sentimentos que temos, os que partilhamos, os que escondemos, ou tão simplesmente aqueles que vamos descobrindo cada dia que passa no calendário da caminhada que fazemos em direcção ao amanhã. Há músicas que me apertam o coração, que me fazem lembrar que a minha vida já foi tão diferente daquilo que hoje é...que dela faziam parte pessoas que hoje já não fazem, que sorri e chorei no ombro de quem agora não está, que abracei quem não mais voltei a encontrar, que ziguezagueiei por entre os sonhos que um dia partilhados com quem agora está em parte incerta.

Há momentos que não conseguimos esquecer, emoções que nos controlam o ar que respiramos, que nos aceleram o fluxo sanguíneo, qual acelerador de um motor potente e que nos conduz a vida e os dias que nela existem da forma mais rápida ou mais lenta com que na verdade enfrentamos todos os momentos da nossa história.

Há tanta coisa que nos diz tanto e tanta tão pouco...e a lágrima que cai quando penso que já tive tudo, a plenitude que agora não encontro, não posso evitar, não consigo evitar o desejo da eloquência que é ser feliz, assim sem mais nada, tão simplesmente feliz, na entrega total, na entrega parcial, na entrega simplesmente...

E sim a solidão é má, a solidão é aquilo que tenho de sobra em todos os dias que passam e não rio com o prazer que já me fez sorrir e não parar, é má todos os momentos em que invejo os sentimentos que já senti e não sinto mais, é má sempre que não alcanço tudo aquilo a que me proponho, é má no desespero que às vezes me apanha desprevenida e me dobra o orgulho que já senti e que agora não sinto...

Vinga o sorriso que em mim reside permanentemente, aquele que me completa em todos os momentos que a minha alma entristece com o medo da frustração, com o medo que me persegue pela demora dos dias realmente felizes que um dia já soube como eram.
Sobram os momentos de alienação, aqueles em que descomprometidamente faço o que me apetece ignorando friamente as suas consequências, porque apenas assim vislumbro a felicidade, que para já apenas existe de forma aparente.

Espero que esta aparência se transforme em verdade...hoje, agora...sempre.