E sempre se espera o que se guarda para mais tarde, sonha-se com amanhã, o dia depois de hoje, aquele que nos parece melhor, mais calmo, mais feliz. Violentamente incógnito na minha mente, continuo sem entender como e porquê, porque razão simplesmente não funciona, não desenvolve, não envolve, não muda. O luto fez-se, tenho a certeza absoluta que se fez...fez-se dos passados que demoraram mais tempo do que deviam a ser efectivamente passado, fez-se ao custo de uma lágrima, duas talvez mas não mais do que isso, porque na verdade nada havia mais para chorar. Há muito tempo que tinha ficado para trás, há muito tempo que tinha deixado de contar, de fazer sentir a vibração que percorre a pele e nos estampar na face o sorriso do contentamento. Há muito que tinha deixado de ser...
Balançando o corpo sempre ao ritmo do que nos faz tremer o coração e nos embevece a alma, terminamos a poesia que escrevemos com as palavras apressadamente inventadas, assim, no repentino amanhecer, perdido no encontro entre amantes, pousado no beijo que esquecidamente nos atordoa e nos promete algo mais, mesmo quando esse mais apenas flutua qual floco de algodão vindo não se percebe bem de onde e nos encontra na curva do cabelo, no regaço que deixou de acolher o passado que tantas vezes o preencheu.
Não envelhece a jovialidade quem sempre a tem...não deixa de ser aquilo que sempre foi, e nos entretantos, nos bocados que se espalham entre as vozes que entoam na madrugada os desejos que na claridade não fazem sentido, espera-se pelo desfecho da história prometida, da história simplesmente desejada, cujos personagens ainda não foram inventados. E é nesta mágoa que circulam os meus pensamentos, na indisponibilidade das estrelas em me seguir, por caminhos tortuosos, ou tão simplesmente inóspitos, assim sem mais nada, à espera de um recomeço, tão apenas e só, um recomeço!
Mas de noite, no dobrar da esquina que preversamente me irrita, ainda olho o céu negro e espesso a contemplar as estrelas...
Balançando o corpo sempre ao ritmo do que nos faz tremer o coração e nos embevece a alma, terminamos a poesia que escrevemos com as palavras apressadamente inventadas, assim, no repentino amanhecer, perdido no encontro entre amantes, pousado no beijo que esquecidamente nos atordoa e nos promete algo mais, mesmo quando esse mais apenas flutua qual floco de algodão vindo não se percebe bem de onde e nos encontra na curva do cabelo, no regaço que deixou de acolher o passado que tantas vezes o preencheu.
Não envelhece a jovialidade quem sempre a tem...não deixa de ser aquilo que sempre foi, e nos entretantos, nos bocados que se espalham entre as vozes que entoam na madrugada os desejos que na claridade não fazem sentido, espera-se pelo desfecho da história prometida, da história simplesmente desejada, cujos personagens ainda não foram inventados. E é nesta mágoa que circulam os meus pensamentos, na indisponibilidade das estrelas em me seguir, por caminhos tortuosos, ou tão simplesmente inóspitos, assim sem mais nada, à espera de um recomeço, tão apenas e só, um recomeço!
Mas de noite, no dobrar da esquina que preversamente me irrita, ainda olho o céu negro e espesso a contemplar as estrelas...
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