domingo, 24 de maio de 2009

Dezoito

Tudo parece fugaz...o tempo, o sol, a terra, o mar, o vento que nos acolhe os pensamentos. Quero a todo o custo que aqueles momentos quentes durem mais tempo, que o vento sopre apenas mais um instante para que a calmia da tarde me pareça eterna. No debrum deste entardecer, folheio com gosto mais umas páginas do livro de histórias que me acompanha e que escolhi para os momentos em que me deleito com o prazer deste entardecer, prazer que fiz ser um hábito.

Congratulo-me com o tempo de partilha com a natureza, no qual deixo os pensamentos voarem para longe, respiro e oiço a música que me faz vibrar, e aguço o olhar para sentir tudo o que os meus sentidos conseguem captar num pedacinho de tempo que reservo só para mim no lugar de sempre, e que elegi para escutar e alimentar a alma.

E depois, quero que depressa seja outro daqueles dias, em que posso vir até ti, lugar, para me sentir assim, na reserva dos meus sentidos, na reserva da corte que te faço, a ti vida, que tento alimentar na sobriedade dos dias que te compõem e na loucura dos momentos que te transformam.

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