Hoje fui pela primeira vez ver o mar. Há muito tempo que o não via, que o não cheirava, que não perdia o meu olhar por si adentro como se me afogasse nas poucas ondas que o faziam parecer rebelde. O vento vibrava na areia, fazia voar os meus cabelos desalinhados e fez-me recordar que aquele lugar já me tinha dito algo mais. Já houve um tempo em que tudo aquilo me disse algo mais do que uma simples brisa em meus sentidos. Nâo foi assim há tão pouco tempo, também não foi há muito, para mim foi há tempo quase suficiente...mas, este quase continua a entreter a minha memória e a fazer-me pensar que algo se perdeu, muito se perdeu, e que isso, são significados irrepetiveis. Não faria sentido se dissesse o contrário, não faria sentido algum se negasse sentimentos que fizeram parte de mim e que me vão sempre acompanhar. Não foram momentos efémeros, foram anos de vida irrepetível, porque há coisas e sensações que se vivem uma única vez, ainda que muitas outras se repitam. Não o digo enquanto lamento, muito menos arrependimento, digo-o com a saudade de quem deu muito e recebeu talvez, outro tanto em troca.
Estas são as minhas partilhas, não as posso nem consigo esquecer. Todas as leviandades da vida são importantes, estas de que falo, não são contudo leviandades, simples ,são breves instantes que recordo com carinho, com amor...não voltarão a fazer parte de mim, da minha vida, da minha vivência, não posso contudo deixar de notar a falta que me fazem. Apesar de todo o tempo que ja passou, e que continua a passar qual relógio de ponteiros afinados, penso ainda na vida que existe, que se vive e realiza paralelamente à minha, num paralelo que já foi porém, tão singelamente próximo que alturas houve em que se completava. Fazíamos parte das rotinas, uns dos outros, das considerações, dos pensamentos, agora , agora fazemos parte das lembranças, da saudade...não da mágoa, espero, mas da vontade que fica em partilhar os risos e sorrisos que que nos alimentaram durante tanto tempo.
Não se poder ter tudo e a vida é mesmo assim, cheia de cedências, não a posso porém, considerar totalmente justa...mas na verdade nada o é...
Até um destes dias, no café, no lanche, na vida.
Um beijo a todos, com carinho!
Estas são as minhas partilhas, não as posso nem consigo esquecer. Todas as leviandades da vida são importantes, estas de que falo, não são contudo leviandades, simples ,são breves instantes que recordo com carinho, com amor...não voltarão a fazer parte de mim, da minha vida, da minha vivência, não posso contudo deixar de notar a falta que me fazem. Apesar de todo o tempo que ja passou, e que continua a passar qual relógio de ponteiros afinados, penso ainda na vida que existe, que se vive e realiza paralelamente à minha, num paralelo que já foi porém, tão singelamente próximo que alturas houve em que se completava. Fazíamos parte das rotinas, uns dos outros, das considerações, dos pensamentos, agora , agora fazemos parte das lembranças, da saudade...não da mágoa, espero, mas da vontade que fica em partilhar os risos e sorrisos que que nos alimentaram durante tanto tempo.
Não se poder ter tudo e a vida é mesmo assim, cheia de cedências, não a posso porém, considerar totalmente justa...mas na verdade nada o é...
Até um destes dias, no café, no lanche, na vida.
Um beijo a todos, com carinho!
Sem comentários:
Enviar um comentário