Percorro as linhas do teu sorriso com a ânsia de te beijar, de tocar-te na face como há tanto tempo me apetece fazer...pegar-te na mão como se fosse a primeira vez que nos encontramos, assim, perdidos em conversas banais, sobre tudo e sobre nada, sobre o trivial das nossas vidas, das vidas dos outros, das nossas vontades, das vontades dos outros...
Na verdade não sei como dizer-te isto que sinto, ou que pareço sentir, assim, do nada, apenas porque sinto. Não há intenções estranhas, não há diálogos incómodos, não há insinuações extemporâneas, daquelas que parecem não ter sentido, nem hoje nem nunca. Não, há na verdade explicação para um algo que não sei explicar, que não é o que conheço, que não é de todo o que sempre vivi.
Não é forte, é ameno, com resistências, com incertezas, com tudo o que desconheço e na verdade não domino. Não sei como agir, não sei sequer se quero agir, se tu queres essa acção... Mas não te vejo estender-me a mão que quero agarrar, não te sinto a mostrar-me a face que gostaria de tocar, muito menos te sinto com vontade de ceder ao beijo que gostaria de te dar.
Não vejo o mundo como branco e preto, vejo-o enquanto cinzento, naquela cor obscura que tudo mostra e nada revela, que nos coloca na dúvida do que queremos, do que somos, do que fomos, do que vivemos, do que queremos...nos coloca na dúvida sobre o caminho a seguir, sobre o que não fazer e o que querer....e é nestas alturas que penso que para a sorte não há palavras a dizer, há designios que não obedecem a explicações lógicas e reais, que não se contentam com a simplicidade de um sim e a brusquidão de um não... não sei construir mais do que isto, mais do que o bulício dos meus sentimentos em turbilhão, às voltas na minha cabeça, entorpecidos pelo que não sei, pelo que me perturba mas não devia, pelo que me dá alento e ao mesmo tempo me coloca toda a dúvida...
Não sei fazer melhor, nem pior, só sei fazer assim, só sei sentir assim, umas vezes intensamente outras mais devagar...sei sentir sem vontade, sei sentir com desejo, com vergonha, com a sensação de que estou completamente errada, com a certeza de que estou certa...sei sentir isto tudo ao mesmo tempo, e de cada vez que tento sair deste turbilhão de emoções com esperança e certeza não consigo, vou-me abaixo com a mesma força com que um dia me reergui de tudo o que me sufocava a vontade de viver.
E depois vêm as perguntas, as incertezas, vêm as crises de existência, aquelas que só sentimos quando na verdade temos consciência do que somos, mas sobretudo daquilo que poderíamos ser...ou ter sido...e sem respostas a estas perguntas vamos passando as etapas da prova que todos os dias se nos coloca à frente sempre que abrimos os olhos e vemos o nosso unchanged world a tomar conta de nós, dos nossos sonhos, das nossas vontades...e se vai instalando como a única realidade que conhecemos.
Paguei sempre o preço da minha bondade, um preço sempre mais alto do que na verdade podia pagar enão conigo ainda ver o retorno desse pagamento...
Na verdade não sei como dizer-te isto que sinto, ou que pareço sentir, assim, do nada, apenas porque sinto. Não há intenções estranhas, não há diálogos incómodos, não há insinuações extemporâneas, daquelas que parecem não ter sentido, nem hoje nem nunca. Não, há na verdade explicação para um algo que não sei explicar, que não é o que conheço, que não é de todo o que sempre vivi.
Não é forte, é ameno, com resistências, com incertezas, com tudo o que desconheço e na verdade não domino. Não sei como agir, não sei sequer se quero agir, se tu queres essa acção... Mas não te vejo estender-me a mão que quero agarrar, não te sinto a mostrar-me a face que gostaria de tocar, muito menos te sinto com vontade de ceder ao beijo que gostaria de te dar.
Não vejo o mundo como branco e preto, vejo-o enquanto cinzento, naquela cor obscura que tudo mostra e nada revela, que nos coloca na dúvida do que queremos, do que somos, do que fomos, do que vivemos, do que queremos...nos coloca na dúvida sobre o caminho a seguir, sobre o que não fazer e o que querer....e é nestas alturas que penso que para a sorte não há palavras a dizer, há designios que não obedecem a explicações lógicas e reais, que não se contentam com a simplicidade de um sim e a brusquidão de um não... não sei construir mais do que isto, mais do que o bulício dos meus sentimentos em turbilhão, às voltas na minha cabeça, entorpecidos pelo que não sei, pelo que me perturba mas não devia, pelo que me dá alento e ao mesmo tempo me coloca toda a dúvida...
Não sei fazer melhor, nem pior, só sei fazer assim, só sei sentir assim, umas vezes intensamente outras mais devagar...sei sentir sem vontade, sei sentir com desejo, com vergonha, com a sensação de que estou completamente errada, com a certeza de que estou certa...sei sentir isto tudo ao mesmo tempo, e de cada vez que tento sair deste turbilhão de emoções com esperança e certeza não consigo, vou-me abaixo com a mesma força com que um dia me reergui de tudo o que me sufocava a vontade de viver.
E depois vêm as perguntas, as incertezas, vêm as crises de existência, aquelas que só sentimos quando na verdade temos consciência do que somos, mas sobretudo daquilo que poderíamos ser...ou ter sido...e sem respostas a estas perguntas vamos passando as etapas da prova que todos os dias se nos coloca à frente sempre que abrimos os olhos e vemos o nosso unchanged world a tomar conta de nós, dos nossos sonhos, das nossas vontades...e se vai instalando como a única realidade que conhecemos.
Paguei sempre o preço da minha bondade, um preço sempre mais alto do que na verdade podia pagar enão conigo ainda ver o retorno desse pagamento...
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