quinta-feira, 27 de março de 2008
Nove
Oito
Congratulo-me a cada dia que sei que tenho amigos, que tenho que quem me oiça sem nunca pedir nada em troca e me aceita tal como sou, sobretudo para mim isso é o mais importante, sem perguntas nem cobranças. E o mundo gira à minha volta sempre que quero, porque sou feliz por ter que me rodeie, por ter perto de mim, para as ocasiões mais importantes, as pessoas mais importantes do mundo: os meus amigos, aquela família que se escolhe e que se acolhe todos os dias da nossa vida.
domingo, 16 de março de 2008
Sete
Mas quando se recordam dias, horas, emoções, tudo volta a uma memória tão fresca quanto o cheiro da manhã gélida num dia de Inverno, de um corpo que o casaco quente protege do frio e faz tornar apetecíveis 2o minutos de caminhada. Nesta vida nada é tão certo quanto o prazer que nos provoca o desconhecido, a excitação de pensar em dias diferentes, delirantes por vezes, de segredos que ficam guardados nas memórias, nossas, intrínsecas, de dentro de nós e que jamais qualquer imagem ou fotografia poderá descrever, porque o que guardamos são mesmo isso, sentimentos, são nossos, intransponíveis, irrepetíveis, intransmissíveis, sobretudo intransmissíveis. E o mundo é nosso, onde, quando e com quem quisermos, porque tudo é eternizável, para nós, para os outros...
quarta-feira, 12 de março de 2008
Seis
Há apontamentos que finjo serem meus, outros que o são realmente e se perdem no emaranhado de pensamentos que turvam a minha sana visão da vida. São lapsos de tempo, em que, racionalmente me demoro a analisar o que aqui se passa, como vai a minha vida mundana de 24 horas sobre 24 horas, em que como, durmo, caminho, falo, grito, escuto, cheiro, toco...uso todos os sentidos que me permitem ver o mundo de forma transparente. Não consigo concluir nada, totalmente em branco perante a opacidade do sistema, das vidas que se cruzam em meu redor e que talvez tenham, ou talvez não tenham, as peocupações que recentemente me assolam o juízo.
Talvez haja horas felizes, e talvez um momento de luz incandescente me transmita o brilho que me falta à alma, ao raciocínio que tento não esconder nas nuvens que entrelaçam o céu, com os raios de sol que de vez em quando por ali se espalham, na verdade porque acredito que um destes dias tudo se há-de tornar mais claro, mais evidente, e porque com esta esperança passo o tempo em que sou menos feliz, esboço um sorriso e levanto-me para tomar uma chávena de chá.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Cinco
Os sonhos podem ser tão simples, tão justos por vezes, longe dos interesses materiais que normalmente revestem os sonhos. É o intangível que toma conta das mentes, que expele as vontades escondidas em nós. Há coisas tão simples, que não nos passa nunca pela cabeça a rapidez da sua concretização, e de cada vez que escuto uma ideia neste sentido, me maltrato enquanto homem, pela insensibilidade que me confere a distracção com que vivo todos os dias.
domingo, 2 de março de 2008
Quatro
Rápidos são os lamentos que nossa boca solta, que nossos olhos mostram de cada vez que bate a luz através dos cortinados de papel que enfeitam as janelas reflectidas na memória que trazemos junto ao coração.
Breves são sempre as notas que deixamos de guardar em nossos bolsos, símbolo de aventuras deixadas para trás, longe dos tempos mudos de idades perturbadas e conturbadas, dos demais sonhos inacabados que pelas nossa mente antes sã, passaram.