Há dias em que me perco em pensamentos que não têm a torrência da fala, do sentido, e por isso perco recorrentemente a noção dos dias em que estou, da velocidade a que me desloco, das pessoas que encontro, onde e naturalmente quando. A inércia e o ócio sempre foram conotados como os grandes inimigos da inteligência, da produtividade, da vida clara e indistintamente válida, actualmente salto de dia em dia, com o peso do que ócio me faz, pensando nas tormentas, ou não, que aí se adivinham. A cabeça imagina vários cenários, uns mais dantescos do que outros, mas todos terminam em mim, de ponto de interrogação ao fundo, descolados da essência do meu ser, daquilo que sou, ou do que gostaria de ser.
Há apontamentos que finjo serem meus, outros que o são realmente e se perdem no emaranhado de pensamentos que turvam a minha sana visão da vida. São lapsos de tempo, em que, racionalmente me demoro a analisar o que aqui se passa, como vai a minha vida mundana de 24 horas sobre 24 horas, em que como, durmo, caminho, falo, grito, escuto, cheiro, toco...uso todos os sentidos que me permitem ver o mundo de forma transparente. Não consigo concluir nada, totalmente em branco perante a opacidade do sistema, das vidas que se cruzam em meu redor e que talvez tenham, ou talvez não tenham, as peocupações que recentemente me assolam o juízo.
Talvez haja horas felizes, e talvez um momento de luz incandescente me transmita o brilho que me falta à alma, ao raciocínio que tento não esconder nas nuvens que entrelaçam o céu, com os raios de sol que de vez em quando por ali se espalham, na verdade porque acredito que um destes dias tudo se há-de tornar mais claro, mais evidente, e porque com esta esperança passo o tempo em que sou menos feliz, esboço um sorriso e levanto-me para tomar uma chávena de chá.
Há apontamentos que finjo serem meus, outros que o são realmente e se perdem no emaranhado de pensamentos que turvam a minha sana visão da vida. São lapsos de tempo, em que, racionalmente me demoro a analisar o que aqui se passa, como vai a minha vida mundana de 24 horas sobre 24 horas, em que como, durmo, caminho, falo, grito, escuto, cheiro, toco...uso todos os sentidos que me permitem ver o mundo de forma transparente. Não consigo concluir nada, totalmente em branco perante a opacidade do sistema, das vidas que se cruzam em meu redor e que talvez tenham, ou talvez não tenham, as peocupações que recentemente me assolam o juízo.
Talvez haja horas felizes, e talvez um momento de luz incandescente me transmita o brilho que me falta à alma, ao raciocínio que tento não esconder nas nuvens que entrelaçam o céu, com os raios de sol que de vez em quando por ali se espalham, na verdade porque acredito que um destes dias tudo se há-de tornar mais claro, mais evidente, e porque com esta esperança passo o tempo em que sou menos feliz, esboço um sorriso e levanto-me para tomar uma chávena de chá.
Sem comentários:
Enviar um comentário