quinta-feira, 27 de março de 2008

Oito

Em última análise temos os amigos, temos quem nos compreende, ou não...mas que nos aceita tal como nós somos, tal como uma caixa de música que faz, diz e é como quer. O calor da voz de quem torce por nós, de quem nos diz para seguir em frente, para ir à luta sempre que tememos alguns obstáculos que se nos apresentam muitas vezes como intransponíveis. Temos a casa cheia de gente quando precisamos e vazia quando queremos, temos os risos que nos entram porta adentro em tom de brincadeira para nos animar sempre que um olhar triste se apodera de nós. Na verdade, somos aquilo que conseguimos ser ao longo de anos em que regamos as amizades que queremos que nos acompanhem em todos os momentos, sem filtros nem inibições, porque os apertos de mão e os abraços, a festas na face não precisam pedir licença para existir.

Congratulo-me a cada dia que sei que tenho amigos, que tenho que quem me oiça sem nunca pedir nada em troca e me aceita tal como sou, sobretudo para mim isso é o mais importante, sem perguntas nem cobranças. E o mundo gira à minha volta sempre que quero, porque sou feliz por ter que me rodeie, por ter perto de mim, para as ocasiões mais importantes, as pessoas mais importantes do mundo: os meus amigos, aquela família que se escolhe e que se acolhe todos os dias da nossa vida.

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