domingo, 2 de março de 2008

Quatro

Lentos são os dias que passam, de sol quente, de brisa fresca, perturbação natural de um tempo fora de tempo, que nos embala todas as horas que concluirmos serem as nossas, as naturais e as necessárias, até se resolverem os problemas dos minutos que queríamos ter e não temos.

Rápidos são os lamentos que nossa boca solta, que nossos olhos mostram de cada vez que bate a luz através dos cortinados de papel que enfeitam as janelas reflectidas na memória que trazemos junto ao coração.

Breves são sempre as notas que deixamos de guardar em nossos bolsos, símbolo de aventuras deixadas para trás, longe dos tempos mudos de idades perturbadas e conturbadas, dos demais sonhos inacabados que pelas nossa mente antes sã, passaram.

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