terça-feira, 23 de junho de 2009

Vinte e Oito

Vinte e oito foi o tempo que me fez voltar à realidade...a um quase reencantamento pelo que já conhecia. Agora, não mais tenho essa sensação, perdi o afecto àquilo que me parecia mágico. De desencantamento me apetece falar, gritar pelo também descontentamento que sinto com tudo o que me rodeia neste tempo que me perturba e me torna triste. Aos objectivos que sempre tive, àqueles que nunca virei costas e que sempre me guiaram, pareço nada dizer, não por tê-los esquecido mas porque se esconderam...talvez esteja na hora de procurá-los, de novamente me colocar à prova como tantas vezes fiz. E o mundo gira e torna a girar, nas voltas do antes e nos desabafos do agora, na teimosia de perseguir algo para o qual destino não encontro, segredo não sei...e sinto, sinto tudo, assim, de uma forma qualquer, neste tempo, no seguinte, nas palavras e nas letras que hoje escrevo e nas melodias que lembro, que canto em sons miúdos, daquelas quase inaudíveis... E tantas gargalhadas dei, há anos, há tempos atrás , com planos para o depois, planos que contavam contigo, planos que se fizeram reais, outros que nunca soube como seriam...

E esta falta de objectivo teima em me consumir, como a chama do lume brando consome a madeira, como a água torna solto o lamaçal do leito deste rio, a que chamo vida e que me escorre por entre os dedos, sem me explicar muito bem como. Não vivo esta vida como antes vivi a outra, aquela que foi embora e que não volta, aquela que não tinha explicações para dar e que por si só se explicava..não volto a ver de forma límpida o ar que alimenta o coração, não volto a ver a areia branca da praia que acolhe os meus pés...
Na verdade só me apetece mudar de país , de nome, de mundo...

E desta mudança nada sei, por isso espero....

1 comentário:

Lulu.Oui.c'est.Moi disse...

A nostalgia do que nunca foi e do que se viveu.