Viajei vezes sem conta em todo o universo que conheço, na verdade, até no universo que não conheço, aquele que nunca vi mas que sempre imaginei existir. Estes sonhos não se explicam, sentem-se. Na verdade sentem-se por pessoas assim, que sempre querem algo mais do que o que têm ou do que realmente conhecem...assim sou eu. Não gosto de estar parada, sempre com as emoções à flor da pele, para o bem e para o mal, para o leve e para o pesado, para o alegre e para o triste, nunca para o drama porém...não gosto de dramas, pelo menos, não de os viver na primeira pessoa, depressa me livro das situações embaraçosas e limpo os pensamentos, o corpo e alma para depois seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Há recaídas, é verdade, aqui e ali, hoje e amanhã, com lágrimas por vezes, coração apertado, mas há que passar à frente, lutar um pouco mais com o nosso próprio ser e partir para outra volta.
Poderia dizer mil e uma coisas de todo o meu vocabulário aprendido e ainda do que gosto de inventar, mas não me apetece. Agora não me apetece. O que quero é saber o que está para além da cortina de fumo que me atrapalha os sentidos. Não consigo perceber. Dizem ser o tempo para pensar, para reflectir, reviver a individualidade, que na verdade nunca deixei de ter. Está bem! Estou a vivê-la ao máximo e depois? Depois o que há? Sou livre e estou livre para ser, para estar, para cantar, dançar...viver. Todos os dias vivi esses momentos de liberdade com toda a emoção que sei, toda a que sempre tive e que sempre quis partilhar. E ao longe quem vem? Quem está? Tudo e todos que sempre estiveram ou que foram chegando aos poucos, que simplesmente ficaram do ontem para o hoje, que esperam pelo amanhã.
Se calhar ainda é cedo...se calhar ainda falta tempo para mais, para mais coisas, para mais tempo, para mais vida. Se calhar ainda é preciso ter mais tempo para o MEU tempo, para tudo.
Se calhar ainda não é amanhã que...
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