quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vinte e Sete

Nas horas vagas que passam por mim, penso em várias coisas...como será o dia de amahã, às vezes como foi o de ontem...não raras vezes como foi o de hoje, que depois passa a ser ontem...e em todos os sons que escuto penso em como seria bom ouvir o canto dos pássaros que sobrevoam a minha memória, o coaxar das rãs que se escondem entre os nenúfares da enseada que imagino em minhas ténues lembranças. Nem sempre se escolhe, também nem sempre se sente...às vezes há um vazio em que tudo sobra e em que as cores não brilham, há uma mágica que nos seduz sem alinhamento na partitura dos acordes que nos vedam o querer.

Na distância dos saberes, tudo se mantém inalterado, tudo continua a gravitar em torno do inalterável...gostava que de vez em quando se remexesse nas coisas, nada em particular, nas coisas em geral, para secundarizarmos o menos relevante e enumerarmos sim com atitude ,tudo o que efectivamente importa E assim se escrevem muitas palavras umas com mais nexo do que outras, mas como nada mais me ocorre....ocorre-me sonhar, sim, apetece-me sonhar, mesmo que acordada, com as flores que imagino um dia colocar em meu jardim...

E os sonhos continuam a acontecer, sem mais nada...

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