É quase como se tivesse novamente 15 anos...sensação estranha esta que me persegue por estes dias. Ainda me lembro bem de como esta sensação me consumia os minutos que tinha livres para gastar com questões que nem por isso eram assim tão relevantes. Agora é igual! É como se fosse um desejo mascarado de vício, um pudor qualquer que me torna tímida e descarada ao mesmo tempo, a explicação é a mesma do que há 15 anos atrás...estou no ponto de retorno a uma adolescência parva, em que os comportamentos nos tornam mais fortes, mais ágeis mas nem por isso mais inteligentes. Somos, isso sim, eternas cobaias dos nossos sentimentos, e esses não escolhem propriamente idades para nos atormentarem o juízo, tenhamos 15 ou 30 anos, andámos, andamos e andaremos sempre a reboque destas reacções químicas que se exercem no nosso cérebro, e que irracionalmente, na maioria da vezes, nos faz delirar por coisa nenhuma.
Somos estranhos, seres inacabados, construídos a partir de matéria insólita e por vezes inócua, compostos por partes que nunca vemos e por outras de que raramente ouvimos falar. Somos físico e somos alma, coisa estranha que apenas sentimos existir, mas que nos rege a vida, os amores e desamores, a entrega e a fuga, do que gostamos e do que odiamos, do que queremos e de tudo o que sempre rejeitámos. Somos assim, uma mistura de tudo o que é matéria e o que o não é.
Os sons confundem-nos por vezes, tornam-nos absortos na realidade que em momentos específicos é a que queremos viver, a única que concebemos como certa, como verdadeira. Foi assim com esta verdade que trago escondida, esta verdade que me faz tremer as mãos, que me faz acelerar o bater do coração e desperta em mim todos aqueles sentimentos antitésicos que nem sempre me recordo ter...são estes os sons que me guiam nesta encosta que me permito escalar em tanto tempo, nesta aventura que me permito ter, com sonhos que há muito esqueci...há muito tempo que este abismo não se colocava à minha frente, há tanto, que na verdade nem lembro bem como fazer para ultrapassá-lo...porém, todas as dúvidas se desvanecem quando me olho no espelho e ao fim de tantos anos vejo a figura em que me tornei...dos 15 aos 30, veloz no pensamento, veloz na força, quase perfeita na forma. Não falo de narcisimos idiotas nem de auto-estimas extemporâneas, falo do que sinto de mim para comigo, daquilo que sou e do sei que valho, daquilo que sou capaz e daquilo que a vida me tem ensinado a ser.
Na lembrança do que nunca fui, sinto-me agora como quero sempre ser, assim, como agora sei que sou...e tenho o mundo a meus pés, hoje, amanhã, sempre...
Somos estranhos, seres inacabados, construídos a partir de matéria insólita e por vezes inócua, compostos por partes que nunca vemos e por outras de que raramente ouvimos falar. Somos físico e somos alma, coisa estranha que apenas sentimos existir, mas que nos rege a vida, os amores e desamores, a entrega e a fuga, do que gostamos e do que odiamos, do que queremos e de tudo o que sempre rejeitámos. Somos assim, uma mistura de tudo o que é matéria e o que o não é.
Os sons confundem-nos por vezes, tornam-nos absortos na realidade que em momentos específicos é a que queremos viver, a única que concebemos como certa, como verdadeira. Foi assim com esta verdade que trago escondida, esta verdade que me faz tremer as mãos, que me faz acelerar o bater do coração e desperta em mim todos aqueles sentimentos antitésicos que nem sempre me recordo ter...são estes os sons que me guiam nesta encosta que me permito escalar em tanto tempo, nesta aventura que me permito ter, com sonhos que há muito esqueci...há muito tempo que este abismo não se colocava à minha frente, há tanto, que na verdade nem lembro bem como fazer para ultrapassá-lo...porém, todas as dúvidas se desvanecem quando me olho no espelho e ao fim de tantos anos vejo a figura em que me tornei...dos 15 aos 30, veloz no pensamento, veloz na força, quase perfeita na forma. Não falo de narcisimos idiotas nem de auto-estimas extemporâneas, falo do que sinto de mim para comigo, daquilo que sou e do sei que valho, daquilo que sou capaz e daquilo que a vida me tem ensinado a ser.
Na lembrança do que nunca fui, sinto-me agora como quero sempre ser, assim, como agora sei que sou...e tenho o mundo a meus pés, hoje, amanhã, sempre...
Sem comentários:
Enviar um comentário