segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Quarenta e Sete

São os votos de que mais uma caminhada se torne longa. Que se torne clara a luz que me guia por entre a penumbra da estrada. Nas curvas, não se alcança o lugar, não se vê quem vem lá, mais à frente no caminho, apenas se distingue a sombra de algo, que a passo lento se movimenta em nossa direcção. E assim, nesta imensidão a nú, me desencontro finalmente do óbvio, do que me perseguia por tempo indefinido, e do qual não váimos o fim. Findou finalmente na mente, no coração, mas sobretudo, findou na pele, aquele lugar onde sempre se mantinha preso à espera nem sei de quê. Já não tinha sentido, não havia lógica nenhuma na sua existência, não havia pingo de sobriedade na razão de ser...e então, depois de levianamente me ter permitido agarrar esta sensação que me parecia real e sobretudo, que me parecia necessária, larguei-a, conscientemente a larguei, para finalmente me permitir ser livre do ciclo que tão infinitamente me parecia inesgotável.

Novo ciclo pode agora começar, feitas as apresentações, podem os novos actores entrar para representar esta peça que se quer mágica, com guiao redigido a preceito, com falas estudadas e contracenas especiais. os ensaios começam agora, sem mais demoras ou delongas, e ansiosamente espero pelos primeiros minutos de rodagem...

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